quarta-feira, 31 de agosto de 2011

INTRIGAS E ACUSAÇÕES

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Quanto possível, abstém-te de assuntos infelizes.

Muitas vezes, quem te fala contra os outros pode trazer a imaginação doente ou superexcitada.

Quando alguém, porventura, se te faça veículo de alguma intriga, tanto é digna de compaixão a pessoa que te trouxe essa bomba verbal, quanto a outra que a teria criado.

Uma frase imperfeitamente ouvida será sempre uma frase mal interpretada.

A criatura que se precipita em julgamentos errôneos, a teu respeito, talvez seja vítima de lastimável engano.

Muitas pessoas de hábitos cristalizados em comentários descaridosos, em torno da vida alheia, estão a caminho de tratamentos médicos, dos mais graves.

Se trazes a consciência tranqüila, as opiniões negativas efetivamente não te alcançam.

Diante de críticas recebidas, observa até que ponto são verídicas e aceitáveis, para que venhamos a retificar em nós aquilo que nos desagrada nos outros.

Conhecendo algum desequilíbrio em andamento, auxilia em silêncio naquilo em que possas cooperar sem alarde, sem referir a ninguém, quanto ao esforço de reajuste que sejas capaz de desenvolver.

Compadece-te dos acusadores e ora, em favor deles, rogando a Deus para que sejam favorecidos com a bênção de paz que desejamos para nós.


pelo Espírito Emmanuel - Do livro: Calma, Médium: Francisco Cândido Xavier.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Aprenda com a Natureza

 


Resplandece o Sol no alto, a fim de auxiliar a todos.

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As estrelas agrupam-se em ordem.

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O céu tem horários para a luz e para a sobra.

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O vegetal abandona a cova escura, embora continue ligado ao solo, buscando a claridade, a fim de produzir.

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O ramo que sobrevive à tempestade cede à passagem dela, mantendo-se, não obstante, no lugar que lhe é próprio.

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A rocha garante a vida no vale, por resignar-se à solidão.

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O rio atinge os seus objetivos porque aprendeu a contornar os obstáculos.

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A ponte serve ao público sem exceções, por afirmar-se contra o extremismo.

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O vaso serve ao oleiro, após suportar o clima do fogo.

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A pedra brilha, depois de sofrer as limas do lapidário.

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O canal preenche as suas finalidades, por não perder o acesso ao reservatório.

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A semeadura rende sempre, de acordo com os propósitos do semeador.
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Agenda Cristã. Ditado pelo Espírito André Luiz. 3 edição. Edição de Bolso. Rio de Janeiro, RJ: FEB. 1999.

* * * Estude Kardec * * *

OTIMISMO



Psicólogos começam a entender o que faz o homem feliz. Este é o título de uma reportagem, que mereceu publicação em jornal americano.

Martin Seligman, professor de psicologia da Universidade da Pensylvania, visto como o pai da psicologia positiva, acredita que uma atitude otimista é fundamental para a felicidade e que as pessoas podem aprender a ser assim...
Depois de anos de pesquisas sobre o assunto, Martin afirma que as pessoas otimistas tendem a minimizar as causas dos seus problemas e se acham responsáveis por todas as coisas boas que acontecem em suas vidas.
Diz ainda que os pessimistas culpam a si mesmos por tudo que dá errado.

Portanto, o ideal é não alimentar tristezas, nem desencantos. Mesmo que os quadros de sofrimentos cresçam no caminho que estamos percorrendo.

Guardemos a certeza: quando tudo parece perdido, surge uma solução inesperada, embora nem sempre do jeito que se aguardava.

Alimentar pessimismo de nada nos valerá. Sombras não se modificam com sombras.

É a luz que estabelece a claridade na paisagem e espanca as trevas.

O pântano somente se modifica quando drenado.

Estabeleçamos para nós mesmos a tarefa de abrir janelas de otimismo nas salas onde dominam tristezas.

Arejemos os cantinhos escuros do pessimismo com o aroma da esperança.

O pessimismo provoca doenças graves porque se sofre por antecipação por alguma coisa que, muitas vezes, nem chega a acontecer.

Não nos cansemos, pois, sob o peso da nostalgia. Nem nos permitamos entorpecer pelos tóxicos das frustrações que todos experimentamos.

Entreguemo-nos a Deus e nos deixemos conduzir tranquilamente.

Com otimismo guardaremos estímulo para o trabalho, vigor para a luta, saúde para a doença das paisagens espirituais e luz para a escuridão que se demora em nós e ao nosso redor.

Nas duas traves da cruz, quando tudo parecia perdido, Jesus nos deixou excelente lição de otimismo.
Morreu para ressurgir em gloriosa madrugada de Imortalidade, que até hoje é o canto sublime e a rota segura, cheia de alegrias para todos nós.

Tenhamos em mente que a luz de Jesus é o clarão que nos aponta o futuro.

Por isso mesmo, não agasalhemos o medo em circunstância alguma.

Se a treva, em forma de calúnia, dor ou perda tentar nos envolver em suas malhas escuras, ergamos a lâmpada do otimismo.

Em nossas orações, aprendamos a pedir a Deus não uma vida sem problemas, mas sim ombros fortes para carregar o fardo bendito das obrigações que nos competem.

E, quando o dia parecer muito escuro, recordemos os dias de luz que já vivemos, usufruímos e com os quais nos alegramos. Essas lembranças iluminarão as horas do nosso hoje.


Redação do Momento Espírita, com nota extraída do boletim Serviço Espírita de informações,
nº 1672 e do cap. 33, do livro Convites da vida, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal. Disponível no livro Momento Espírita, v. 2, ed. Fep. Do site: http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=3126&amp;stat=0

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

PESSOAS IMPIEDOSAS


Você se considera uma pessoa impiedosa?
Impiedade quer dizer falta de piedade, crueldade, desumanidade.
Talvez você nunca tenha pensado nisso ou até se ache uma pessoa piedosa, mas vale a pena refletir antes de responder.
Se você nunca fez nenhum comentário maldoso sobre alguém, se nunca matou a esperança de alguém, se jamais disse palavras ásperas a ninguém, talvez você possa responder negativamente.
* * *
Algumas pessoas, ditas piedosas, estavam no velório de um amigo da congregação religiosa de que faziam parte.
Aproximaram-se do caixão e viram que o cadáver estava vestido com um smoking aparentemente novo.
Como se achavam muito caridosas, passaram a fazer comentários maldosos, alegando que não entendiam como ele poderia fazer uma coisa dessas. Afinal, quantos pobres precisando de um agasalho e ele sendo enterrado com um traje de alto preço.
A conversa se espalhou e logo chegou aos ouvidos da viúva, como se já não bastasse o seu sofrimento.
Em princípio ela ignorou os falatórios mas, depois não achou justo que seu marido fosse julgado e condenado por um crime que não cometera.
Então, antes de cerrarem o caixão, ela pediu a palavra e deu a seguinte explicação:
Meu marido foi um homem muito generoso. Sempre se preocupou com aqueles que passavam por necessidades e procurava ajudá-los.
Antes de morrer ele me pediu, discretamente, para que o enterrasse com um traje que ele usou apenas uma vez na vida e que não serviria para ninguém.
Pediu-me também para distribuir todas as suas demais roupas para quem delas precisasse.
Por essa razão, meus amigos, é que ele está vestindo este smoking, que não teria utilidade nenhuma para os pobres que ele sempre ajudou.
Todas aquelas pessoas, impiedosas, que fizeram comentários cruéis, não foram capazes de se retratar, apenas se calaram.
* * *
Numa oportunidade, Benedita Fernandes, uma trabalhadora dedicada à causa dos pobres, na cidade de Araçatuba, Estado de São Paulo, foi convidada a participar de uma reunião das senhoras da alta sociedade que desejavam fazer um planejamento de assistência aos necessitados.
Como Benedita já realizava, há algum tempo, um eficiente serviço junto à comunidade pobre, recebeu o convite para opinar e levar suas experiências.
Era uma tarde quente e a velha Benedita chegou ao chá das senhoras, ditas caridosas, vestindo um casaco de pele.
As madames torceram o nariz ao notar que aquela mulher não sabia sequer se vestir de acordo com a ocasião e o clima.
Ouvia-se comentários como: Será que ela quer se exibir, pensando que não temos também casacos de pele?
Veja como transpira! Esta velha esnobe quer dar uma de chique.
Vamos obrigá-la a tirar o casaco, pois estou suando só de vê-la, comentou uma delas.
Façamos isto, concordou a maioria.
Dona Benedita, sem saída, tirou o casaco e o espanto foi geral. Seu vestido, muito simples e surrado, causou mais espanto ainda.
Muito sem jeito, ela se explicou às damas da caridade:
Este casaco de pele foi doado para nossa obra e como ainda não conseguimos vendê-lo, resolvi usá-lo hoje, para não envergonhar as senhoras, com minha pobreza.
Eu não tenho roupas boas para uma ocasião como esta, por isso coloquei este casaco para encobrir meus andrajos e não chocar as senhoras. Desculpem-me se lhes causei tanto desconforto.
* * *
Se você deseja ser uma pessoa realmente piedosa, pense muito bem antes de tecer comentários sobre o que desconhece.
Muitas vezes nossa língua tem sido motivo de muita dor e sofrimento para as pessoas que caminham ao nosso lado.
Pense nisso, e depois responda a si mesmo se é ou não uma pessoa impiedosa.
Redação do Momento Espírita, com base em histórias narradas
por Raul Teixeira, em palestra proferida na Comunhão
Espírita Cristã de Curitiba-PR, no dia 11.04.2002.
Em 17.08.2009.

sábado, 27 de agosto de 2011

Alteração

 

Surge, inesperada, com ou sem motivo que a justifique.
Toma vulto e leva às mais cruéis conseqüências, se não é policiada a tempo.
Tem início numa palavra destituída de maldade, num olhar de aparente reproche, numa negativa, ou simplesmente em nada...
A altercação é virose que contamina com facilidade.
Perturba o discernimento, desarmoniza a emoção e deixa rastros significativos no comportamento alterado.
*
Os altercadores sempre encontram motivo para as suas discussões infrutíferas.
Desarmonizados em si mesmos, agradem-se quando ferem e encontram resposta para os duelos verbais que, não raro, levam a ações deploráveis.
A altercação é portadora de alta carga prejudicial de cólera, que atinge quem lhe tomba nas redes perversas e aquele com quem se debate.
*
Provocado, e convidado diretamente à altercação, desvia o assunto ou desvia-te do agressor.
Ele talvez "nada tenha a perder", conforme alguns apregoam no auge da discussão.
Tu tens a paz que deves preservar, o bem-estar que não podes tisnar com a perturbação, e os sagrados compromissos com a vida.
Não te detenhas, nunca, em altercação, porquanto, todos aqueles que se permitem induzir, deixam-na arranhados, quando não saem vítimas de sutis mutilações emocionais ou orgânicas, graças aos golpes que sofrem.


Divaldo P. Franco. Da obra: Episódios Diários. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Capítulo 18. LEAL.


* * * Estude Kardec * * *

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Maturidade Espiritual



Durante a infância, o ser humano experiencia a fase do egocentrismo. Acredita que o mundo gira em torno dele próprio.
A criança espera que tudo seja do jeito que gosta.
Acredita ter direito ao melhor presente, à comida preferida e exige a atenção da família toda para si.
É possível estabelecer uma comparação entre essa fase natural da evolução física e a evolução espiritual.
Afinal, homens são Espíritos que temporariamente vestem um corpo de carne.
Enquanto um homem tem a atenção focada em seus prazeres e necessidades, ele está na infância espiritual.
Por mais antigo que seja, ainda não atingiu a maturidade.
Considera absolutamente necessário defender seu espaço e fazer valer suas prerrogativas.
Como uma criança, entende ser justo o que o beneficia.
Assim é o discurso infantil a respeito da justiça.
Qualquer pequeno dever é injusto.
A mínima contrariedade representa opressão.
Já as vantagens todas, por grandes que sejam, são naturais.
A maturidade espiritual revela-se por uma diferente compreensão do justo.
O olhar já não está todo em vantagens e desejos.
Não há mais a percepção de que o mundo precisa atender todas as suas necessidades.
Gradualmente, o homem compreende que o direito nasce do dever bem cumprido.
Ele também entende que a vida em sociedade pressupõe renúncia.
Não é possível que todos realizem as próprias fantasias.
Se isso ocorresse, haveria o caos.
Há necessidade de limites e de concessões para a harmonia social.
O homem maduro aprende a prestar atenção nos direitos dos outros, pois o ideal do justo já despertou nele.
Sabe que a justiça é uma arte que implica dar a cada um aquilo que é seu.
Por isso, não avança no patrimônio do semelhante.
Não quer vantagens inapropriadas e nem aceita privilégios que os demais não podem ter.
Compreende que a família do próximo é tão respeitável quanto a dele.
Sabe que o patrimônio público é sagrado, pois voltado ao atendimento das necessidades coletivas.
Respeita profundamente a honra e as construções afetivas dos outros.
Seu senso ético não lhe permite baixezas, razão pela qual também tem a própria honra em grande conta.
O espetáculo das misérias humanas revela o quanto ainda são imaturas as criaturas, sob o prisma espiritual.
Entretanto, todas serão conduzidas à maturidade, pelos meios infalíveis de que a vida dispõe.
Cedo ou tarde, compreenderão quão pouco adianta amealhar bens e posições à custa da própria dignidade.
Quem se permite baixezas tem um despertar terrível, após a morte do corpo.
Assimila que, na cata de vantagens, se tornou um mendigo na verdadeira vida.
Percebe que sacrificou o permanente pelo transitório e perdeu tempo, pois terá de recomeçar o aprendizado.
Pense nisso.
Redação do Momento Espírita.
Em 30.03.2010.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

ESMOLA E CARIDADE



 

Escusam-se muitos de não poderem ser caridosos, alegando precariedade de bens, como se a caridade se reduzisse a dar de comer aos famintos, dar de beber aos sedentos, vestir os nus e proporcionar um teto aos desabrigados.
Além dessa caridade, de ordem material, outra existe - a moral, que não implica o gasto de um centavo sequer e, não obstante, é a mais difícil de ser praticada.
Exemplos? Eis alguns:
Seríamos caridosos se, fazendo bom uso de nossas forças mentais, vibrássemos ou orássemos diariamente em favor de quantos saibamos acharem-se enfermos, tristes ou oprimidos, sem excluir aqueles que porventura se considerem nossos inimigos.
Seríamos caridosos se, em determinadas situações, nos fizéssemos intencionalmente cegos para não vermos o sorriso desdenhoso ou o gesto disprezivo de quem se julgue superior a nós.
Seríamos caridosos se, com sacrifício de nosso valioso tempo, fôssemos capazes de ouvir, sem enfado, o infeliz que nos deseja confiar seus problemas íntimos, embora sabendo de antemão nada podermos fazer por ele, senão dirigir-lhe algumas palavras de carinho e solidariedade.
Seríamos caridosos se, ao revés, soubéssemos fazer-nos momentâneamente surdos quando alguém, habituado a escarnecer de tudo e de todos, nos atingisse com expressões irônicas ou zombeteiras.
Seríamos caridosos se, disciplinando nossa língua, só nos referíssemos ao que existe de bom nos seres e nas coisas, jamais passando adiante notícias que, mesmo sendo verdadeiras, só sirvam para conspurcar a honra ou abalar a reputação alheia.
Seríamos caridosos se, embora as circunstâncias a tal nos induzissem, não suspeitássemos mal de nossos semelhantes, abstendo-nos de expender qualquer juízo apressado e temerário contra eles, mesmo entre os familiares.
Seríamos caridosos se, percebendo em nosso irmão um intento maligno, o aconselhassemos a tempo, mostrando-lhe o erro e despersuadindo o de o levar a efeito.
Seríamos caridosos se, privando-nos, de vez em quando, do prazer de um programa radiofônico ou de T.V. de nosso agrado, visitássemos pessoalmente aqueles que, em leitos hospitalares ou de sua residência, curtem prolongada doença e anseiam por um pouco de atenção e afeto.
Seríamos caridosos se, embora essa atitude pudesse prejudicar nosso interesse pessoal, tomássemos, sempre, a defesa do fraco e do pobre, contra a prepotência do forte e a usura do rico.
Seríamos caridosos se, mantendo permanentemente uma norma de proceder sereno e otimista, procurássemos criar em torno de nós uma atmosfera de paz, tranquilidade e bom humor.
Seríamos caridosos se, vez por outra, endereçássemos uma palavra de aplauso e de estimulo às boas causas e não procurássemos, ao contrário, matar a fé e o entusiasmo daqueles que nelas se acham empenhados.
Seríamos caridosos se deixássemos de postular qualquer benefício ou vantagem, desde que verificássemos haver outros direitos mais legítimos a serem atendidos em primeiro lugar.
Seríamos caridosos se, vendo triunfar aqueles cujos méritos sejam inferiores aos nossos, não os invejássemos e nem lhes desejássemos mal.
Seríamos caridosos se não desdenhássemos nem evitássemos os de má vida, se não temêssemos os salpicos de lama que os cobrem e lhes estendêssemos a nossa mão amiga, ajudando-os a levantar-se e limpar-se.
Seríamos caridosos se, possuindo alguma parcela de poder, não nos deixássemos tomar pela soberba, tratando, os pequeninos de condição, sempre com doçura e urbanidade, ou, em situação inversa, soubéssemos tolerar, sem ódio, as impertinências daqueles que ocupam melhores postos na paisagem social.
Seríamos caridosos se, por sermos mais inteligentes, não nos irritássemos com a inépcia daqueles que nos cercam ou nos servem.
Seríamos caridosos se não guardássemos ressentimento daqueles que nos ofenderam ou prejudicaram, que feriram o nosso orgulho ou roubaram a nossa felicidade, perdoando-lhes de coração.
Seríamos caridosos se reservássemos nosso rigor apenas para nós mesmos, sendo pacientes e tolerantes com as fraquezas e imperfeições daqueles com os quais convivemos, no lar, na oficina de trabalho ou na sociedade.
E assim, dezenas ou centenas de outras circunstâncias poderiam ainda ser lembradas, em que, uma amizade sincera, um gesto fraterno ou uma simples demonstração de simpatia, seriam expressões inequívocas da maior de todas as virtudes.
Nós, porém, quase não nos apercebemos dessas oportunidades que se nos apresentam, a todo instante, para fazermos a caridade.
Porquê?
É porque esse tipo de caridade não transpõe as fronteiras de nosso mundo interior, não transparece, não chama a atenção, nem provoca glorificações.
Nós traímos, empregamos a violência, tratamos ou outros com leviandade, desconfiamos, fazemos comentários de má fé, compartilhamos do erro e da fraude, mostramo-nos intolerantes, alimentamos ódios, praticamos vinganças, fomentamos intrigas, espalhamos inquietações, desencorajamos iniciativas nobres, regozijamo-nos com a impostura, prejudicamos interesses alheios, exploramos os nossos semelhantes, tiranizamos subalternos e familiares, desperdiçamos fortunas no vício e no luxo, transgredimos, enfim, todos os preceitos da Caridade, e, quando cedemos algumas migalhas do que nos sobra ou prestamos algum serviço, raras vezes agimos sob a inspiração do amor ao próximo, via de regra fazemo-lo por mera ostentação, ou por amor a nós mesmos, isto é, tendo em mira o recebimento de recompensas celestiais.
Quão longe estamos de possuir a verdadeira caridade!
Somos, ainda, demasiadamente egoístas e miseravelmente desprovidas de espírito de renúncia para praticá-la.
Mister se faz, porém, que a exercitemos, que aprendamos a dar ou sacrificar algo de nós mesmos em benefício de nossos semelhantes, porque "a caridade é o cumprimento da Lei."
Calligaris, Rodolfo. Da obra: As Leis Morais. 8 edição. Rio de Janeiro, RJ:FEB. 1998.
* * * Estude Kardec * * *

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Os Infortúnios Ocultos

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Nas grandes calamidades, a caridade se emociona e observam-se impulsos generosos, no sentido de reparar os desastres. Mas, a par desses desastres gerais, há milhares de desastres particulares, que passam despercebidos: os dos que jazem sobre um grabato sem se queixarem. Esses infortúnios discretos e ocultos são os que a verdadeira generosidade sabe descobrir, sem esperar que peçam assistência.
Quem é esta mulher de ar distinto, de traje tão simples, embora bem cuidado, e que traz em sua companhia uma mocinha tão modestamente vestida? Entra numa casa de sórdida aparência, onde sem dúvida é conhecida, pois que à entrada a saúdam respeitosamente. Aonde vai ela? Sobe até a mansarda, onde jaz uma mãe de família cercada de crianças. À sua chegada, refulge a alegria naqueles rostos emagrecidos. E que ela vai acalmar ali todas as dores. Traz o de que necessitam, condimentado de meigas e consoladoras palavras, que fazem que os seus protegidos, que não são profissionais da mendicância, aceitem o benefício, sem corar. O pai está no hospital e, enquanto lá permanece, a mãe não consegue com o seu trabalho prover às necessidades da família. Graças à boa senhora, aquelas pobres crianças não mais sentirão frio, nem fome; irão à escola agasalhadas e, para as menorzinhas, o leite não secará no seio que as amamenta. Se entre elas alguma adoece, não lhe repugnarão a el a, à boa dama, os cuidados materiais de que essa necessite. Dali vai ao hospital levar ao pai algum reconforto e tranqüilizá-lo sobre a sorte da família. No canto da rua, uma carruagem a espera, verdadeiro armazém de tudo o que destina aos seus protegidos, que todos lhe recebem sucessivamente a visita. Não lhes pergunta qual a crença que professam, nem quais suas opiniões, pois considera como seus irmãos e filhos de Deus todos os homens. Terminado o seu giro, diz de si para consigo: Comecei bem o meu dia. Qual o seu nome? Onde mora? Ninguém o sabe. Para os infelizes, é um nome que nada indica; mas é o anjo da consolação. A noite, um concerto de benções se eleva em seu favor ao Pai celestial: católicos, judeus, protestantes, todos a bendizem.
Por que tão singelo traje? Para não insultar a miséria com o seu luxo. Por que se faz acompanhar da filha? Para que aprenda como se deve praticar a beneficência. A mocinha também quer fazer a caridade. A mãe, porém, lhe diz: "Que podes dar, minha filha, quando nada tens de teu? Se eu te passar às mãos alguma coisa para que dês a outrem, qual será o teu mérito? Nesse caso, em realidade, serei eu quem faz a caridade; que merecimento terias nisso? Não é justo. Quando visitamos os doentes, tu me ajudas a tratá-los. Ora, dispensar cuidados é dar alguma coisa. Não te parece bastante isso? Nada mais simples. Aprende a fazer obras úteis e confeccionarás roupas para essas criancinhas. Desse modo, darás alguma coisa que vem de ti." É assim que aquela mãe verdadeiramente cristã prepara a filha para a prática das virtudes que o Cristo ensinou. E espírita ela? Que importa!
Em casa, é a mulher do mundo, porque a sua posição o exige. Ignoram, porém, o que faz, porque ela não deseja outra aprovação, além da de Deus e da sua consciência. Certo dia, no entanto, imprevista circunstância leva-lhe a casa uma de suas protegidas, que andava a vender trabalhos executados por suas mãos. Esta última, ao vê-la, reconheceu nela a sua benfeitora. "Silêncio! ordena-lhe a senhora. Não o digas a ninguém." Falava assim Jesus.
Allan Kardec. Da obra: O Evangelho Segundo o Espiritismo. 112 edição. Livro eletrônico gratuito em http://www.febnet.org.br. Federação Espírita Brasileira. 1996.

* * * Estude Kardec * * *

terça-feira, 23 de agosto de 2011

VIVA MELHOR



São muitas as mensagens e conselhos para que tenhamos uma vida melhor. Entre tantas, destacamos uma, cuja autoria se atribui a Benjamin Franklin.
Diz mais ou menos assim:
Faça como os passarinhos: comece o dia cantando. A música é alimento para o Espírito. Cante qualquer coisa, cante desafinado, mas cante!
Cantar dilata os pulmões e abre a alma para tudo de bom que a vida tem a oferecer. Se insistir em não cantar, ao menos ouça muita música e deixe-se absorver pela melodia.
Ria da vida, ria dos problemas, ria de você mesmo. A gente começa a ser feliz quando é capaz de rir de si mesmo. Ria das coisas boas que lhe acontecem, ria das besteiras que você já fez. Ria abertamente para que todos possam se contagiar com a sua alegria.
Não se deixe abater pelos problemas. Se você procurar se convencer de que está bem, vai acabar acreditando que realmente está e, quando menos perceber, vai se sentir realmente bem.
O bom humor, assim como o mau humor, contagia. Qual deles você escolhe?
Se você estiver bem-humorado, as pessoas ao seu redor também ficarão e isso lhe dará mais força.
Leia coisas positivas. Leia bons livros, leia poesia porque a poesia é a arte de azeitar a alma.
Leia romances, leia a Bíblia, leia histórias de amor, ou qualquer coisa que faça reavivar seus sentimentos mais íntimos, mais puros.
Pratique algum esporte. As preocupações são tantas que precisam ser contrabalançadas com algum exercício físico, mesmo que seja uma simples caminhada.
Você certamente vai se sentir bem disposto, mais animado, mais jovem. Encare suas obrigações com satisfação. É maravilhoso quando se gosta do que se faz. Ponha amor em tudo que está ao seu alcance.
Desde que você se proponha a fazer alguma coisa, mergulhe de cabeça! Não viva emoções mornas, próprias de pessoas mornas.
Você pode até sair arranhado, mas verá que valeu a pena.
Não deixe escapar as oportunidades que a vida lhe oferece, elas não voltam mais nas mesmas circunstâncias. Não é você quem está passando, são as oportunidades que você deixa de usufruir.
Nenhuma barreira é intransponível se você estiver disposto a lutar contra ela. Se seus propósitos forem positivos, nada poderá detê-los.
Não deixe que seus problemas se acumulem, resolva-os logo. Fale, converse, explique, discuta: o que mata é o silêncio, o rancor.
Exteriorize tudo, deixe que as pessoas saibam que você as estima, as ama, precisa delas, principalmente em família.
Volte-se para as coisas puras, dedique-se à natureza. Cultive o seu interior e ele extravasará beleza por todos os poros.
Agradeça a Deus pelo que você tem, e perceberá que sempre terá mais do que precisa. Tenha fé em algo mais poderoso do que você mesmo: tenha fé em Deus.
Agindo assim, você terá estímulo para viver, do contrário nada fará sentido. Não tente, faça. Você pode!
* * *
Não existe nenhuma fórmula mágica que possa resolver as dificuldades e os problemas naturais, que fazem parte do processo evolutivo de cada criatura.
Todas as propostas e soluções para uma vida melhor dependem de cada pessoa, do seu esforço, da sua perseverança e da sua ação confiante nas Leis que regem a vida.
Redação do Momento Espírita com base em texto de autoria de Benjamin Franklin.
Em 18.10.2010.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

MEDIUNIDADE



Não é a mediunidade que te distingue.
É aquilo que fazes dela.

A ação do Instrumento varia conforme a atitude do servidor.

A produção revela o operário.

A pena mostra a alma de quem escreve.

O patrimônio caminha no rumo que o mordomo dirige.


O lavrador tem a enxada, entretanto...

  • Se preguiçoso, cede asilo à ferrugem.
  • Se delinqüente, empresta-lhe o corte à sugestão do crime.
  • Se prestativo e diligente, ergue, ditoso, o berço de flor e pão.

O legislador guarda o poder; contudo, através dele...

  • Se irresponsável, estimula a desordem.
  • Se desonesto, incentiva a pilhagem.
  • Se consciente e abnegado, é fundamento vivo à cultura e ao progresso.

O artista dispõe de mais amplos recursos da Inteligência; todavia, com eles...

  • Se desequilibrado, favorece a loucura.
  • Se corrompido, estende a viciação.
  • Se enobrecido e generoso, surgirá sempre como esteio à, virtude.

Urge reconhecer, no entanto, que acerca das qualidades e possibilidades do lavrador, do legislador e do artista, na concessão do mandato que lhes é confiado, apenas à Lei Divina realmente cabe julgar.

Todos nós, porém, de imediato, conseguimos classificar-lhes a influência pelos males ou bens que espalhem.

Assim também na mediunidade.

Seja qual for o talento que te enriquece, busca primeiro o bem, na convicção de que o bem, a favor do próximo, é o bem irrepreensível que podemos fazer.

Desse modo, ainda mesmo te sintas imperfeito e desajustado, infeliz ou doente, utiliza a força medianímica de que a vida te envolve, ajudando e educando, amparando e servindo, no auxilio aos semelhantes, porque o bem que fizeres retornará dos outros ao teu próprio caminho, como bênção de Deus a brilhar sobre ti.

Texto ditado por Emmanuel na reunião pública de 12/2/1960, a respeito do Livro dos Médiuns - Questão nº 226 - Parágrafo 1º

domingo, 21 de agosto de 2011

Sempre Adiante


Caminho, Verdade e Vida
Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier

"Porque de quem alguém é vencido, do tal faz-se também escravo."
(II Pedro, 2:19)
O Espírito encarnado, a fim de alcançar os altos objetivos da vida, precisa reconhecer sua condição de aprendiz, extraindo o proveito de cada experiência sem escravizar-se.
O dinheiro ou a necessidade material, a doença e a saúde do corpo são condições educativas de imenso valor para os que saibam aproveitar o ensejo de elevação em sua essência legítima.
Infelizmente, porém, de maneira geral, a criatura apenas reconhece semelhantes verdades quando se abeira da transformação pela morte do corpo terrestre.
Raras pessoas transitam de uma situação para outra com a dignidade devida. Comumente, se um rico é transferido a lugar de escassez, dá-se a tão extremas lamentações que acaba vencido, como servo miserável da mendicância; se o pobre é conduzido a elevada posição financeira, não raro se transforma em ordenador insensato, escravizando-se à extravagância e à tirania.
É imprescindível muito cuidado para que as posições transitórias não paralisem os vôos da alma.
Guarda retidão de consciência e atira-te ao trabalho edificante; então, a teus olhos, toda situação representará oportunidade de atingir o "mais alto" e o "mais além".


 

sábado, 20 de agosto de 2011

SABER AGRADECER



Muitos de nós costumamos reclamar das dificuldades do mundo, mas será que temos pensado nas facilidades que são colocadas em nossas mãos?
Apressamo-nos em quitar a conta de luz elétrica para não pagar a multa cobrada pelo atraso. Todavia, a usina solar que nos fornece claridade, calor e vida, não é lembrada em nossa conversa diária.
Reclamamos quando pagamos a conta de água encanada, mas sequer nos lembramos da gratuidade da água das chuvas e das fontes cristalinas que enriquecem a vida.
Gastamos elevada soma de dinheiro na aquisição de gêneros alimentícios que nos atendam ao paladar, contudo, o oxigênio, elemento mais importante a sustentar-nos o organismo, é utilizado em nosso sangue sem pesar-nos no orçamento.
Despendemos altos valores para renovar o guarda-roupa, e apesar disso, não nos lembramos o quanto devemos ao corpo de carne a resguardar-nos o espírito.
Remuneramos muito bem o profissional especializado pela adaptação de um só dente artificial; entretanto, nada tivemos que pagar para obter a dentadura natural completa. . .
Pagamos pelas drágeas medicamentosas para acalmar leve dor de cabeça, e esquecemos de que recebemos de graça a faculdade de pensar.
Pagamos altas quantias para assistir a um espetáculo esportivo ou artístico, contudo, podemos contemplar de graça o solo cheio de flores e o céu faiscante de estrelas...
Para ouvir as melodias de uma orquestra qualquer, temos que desembolsar quantia significativa, no entanto, ouvimos diariamente a divina música da natureza, sem consumir um único centavo...
Observando essas pequenas situações, nos daremos conta de que temos mais para agradecer do que para reclamar.
O que normalmente ocorre, é que o hábito de agradecer ainda não faz parte de nós.
Conforme a recomendação de Paulo, o apóstolo, devemos dar graças por tudo.
Um dia, uma senhora ouviu um orador fazer essa recomendação e logo que ele concluiu sua fala, ela aproximou-se dele e lhe falou:
Ah, meu amigo, como é que eu posso dar graças por tudo, se a minha mãe está internada num hospital há meses, fazendo tratamentos dolorosos?
Pense, minha amiga, que tantas mães morrem nas sarjetas sem cuidados médicos nem assistência amiga de um familiar, e a sua genitora pode dispor de um hospital e de toda uma equipe de médicos e enfermeiros para atendê-la.
A senhora retrucou:
É, meu amigo, mas eu só sobrevivo à custa de dez remédios diferentes que tomo todos os dias...
O orador, que realmente desejava mostrar-lhe que tinha motivos para agradecer, respondeu compassivo:
Veja a senhora que existem tantas pessoas que não têm recursos para comprar um único remédio para aliviar a dor, enquanto a senhora pode comprar dez...
Por fim, a senhora entendeu que tinha motivos de sobra para agradecer a Deus por tudo...
* * *
Deus nos dá sempre o de que necessitamos, embora nem sempre seja o que gostaríamos de receber.
É que Deus sabe o que é melhor para nosso progresso. Como Pai justo e bom, não leva em conta nossas reclamações e oferece-nos sempre um novo dia repleto de oportunidades para que gravitemos para Seu amor, que é fonte inesgotável de bênçãos.
Redação do Momento Espírita com base no cap. 66, do livro
O Espírito da Verdade, por Espíritos diversos, psicografia de
Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, ed Feb.
Em 12.06.2009

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Reconhecimento e gratidão



Você é otimista? Ou é daquelas pessoas que costumam ver as coisas sempre pelo lado pior?
O ser humano, de um modo geral, tem a tendência de ver as coisas sempre pelo lado negativo e de dar pouca importância às situações nobres e positivas.
Assim foi o caso de um homem que passava por sérias dificuldades financeiras.
No desespero em que se encontrava, e pela fé que agasalhava no coração, resolveu mandar uma carta a Deus pedindo que Ele o ajudasse com a importância de cem reais, que seria o suficiente para alimentar os filhos por algum tempo.
Pegou uma folha de papel e nela escreveu seu pedido. Depois dobrou-a, pôs seu nome e endereço como remetente, e depositou-a numa caixa do correio.
Por ser uma carta aberta e endereçada a Deus, os trabalhadores do correio a leram e, comovidos com o pedido, resolveram se cotizar, fazer uma vaquinha, como se diz popularmente e, com muito custo, conseguiram reunir a quantia de oitenta reais.
Colocaram as notas num envelope e o enviaram ao remetente.
O homem abriu a encomenda e ficou feliz quando percebeu que Deus havia atendido ao seu apelo.
No entanto, ao contar o dinheiro, notou que não estavam ali os cem reais, mas apenas oitenta.
Então, resolveu escrever outra carta para reclamar seus direitos. Pegou outro papel e escreveu a Deus agradecendo pela importância enviada e reclamando que só recebera oitenta reais e que, provavelmente, os funcionários do correio haviam retirado do envelope os vinte reais.
Quando a carta chegou no correio, os funcionários a leram e entenderam porque aquele homem não recebia ajuda de mais ninguém. Era porque tinha um coração duro e mal-agradecido, que só conseguia ver as coisas pelo pior ângulo.
* * *
Assim agimos muitos de nós nas mais variadas situações da vida.
Não reconhecemos o esforço que, tantas vezes, as pessoas à nossa volta fazem para nos ajudar.
Esquecemos que, se Deus nos ajuda, é através do próprio homem que o faz.
Geralmente Deus Se utiliza de pessoas de boa vontade e faz com que a ajuda chegue a quem Lhe pede com sinceridade.
É um familiar dedicado, contribuindo com algum valor para completar a renda familiar, possibilitando o sustento com dignidade.
É um amigo fiel, oferecendo o amparo nas noites sem estrelas, tornando possível a caminhada com segurança.
É um vizinho solícito, socorrendo nos momentos amargos para que não caiamos no desespero.
Ou, até mesmo, a ajuda de pessoas desconhecidas, como os funcionários do correio, que chega na hora da aflição para nos oferecer suporte e evitar que nos precipitemos no abismo.
Enfim, são tantos os recursos de que Deus Se utiliza para socorrer Seus filhos e fazê-los crescer na escala evolutiva, sem perder a dignidade nem a honradez...
Por essa razão, nunca despreze o auxílio que chega disfarçado de milagre, pois na verdade são as mãos de Deus que Se distendem sobre as Suas criaturas, amparando e socorrendo através dos homens de boa vontade.
E nunca se esqueça de rogar o auxílio nas horas difíceis, pois jamais Deus deixa de atender Seus filhos.
* * *
Seja você também uma pessoa de boa vontade, dispondo-se intimamente a ajudar e socorrer, pois Deus conta com todos nós.
E procure ver o lado bom em todas as circunstâncias, pois sempre há um lado bom. Só é preciso ter olhos de ver e ouvidos de ouvir.
Pense nisso!
Redação do Momento Espírita.
Em 13.10.2010.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

SEDE PERFEITOS

 

Os Bons Espíritas

4 – O Espiritismo bem compreendido, mas sobretudo bem sentido, conduz forçosamente aos resultados acima, que caracterizam o verdadeiro espírita, como o verdadeiro cristão, pois um e outro são a mesma coisa. O Espiritismo não cria uma nova moral, mas facilita aos homens a compreensão e a prática da moral do Cristo, ao dar uma fé sólida e esclarecida aos que duvidam ou vacilam.
Muitos, porém, dos que crêem na realidade das manifestações, não compreendem as suas conseqüências nem o seu alcance moral, ou, se os compreendem, não os aplicam a si mesmos. Por que acontece isso? Será por uma falta de precisão da doutrina? Não, porque ela não contém alegorias, nem figuras que possam dar lugar a falsas interpretações. A clareza é a sua própria essência, e é isso que lhe dá força, para que atinja, diretamente a inteligência. Nada tem de mistérios, e seus iniciados não possuem nenhum segredo que seja oculto ao povo.
Seria necessária, então, para compreendê-la, uma inteligência fora do comum? Não, pois vêem-se homens de notória capacidade, que não a compreendem, enquanto inteligências vulgares, até mesmo de jovens que mal saíram da adolescência, apreendem com admirável justeza as suas mais delicadas nuanças. Isso acontece porque a parte, de qualquer maneira, material da ciência, não requer mais do que os olhos para ser observada, enquanto a parte essencial exige um certo grau de sensibilidade, que podemos chamar de maturidade do senso moral, maturidade essa independente da idade e o grau de instrução, porque é inerente ao desenvolvimento, num sentido especial, do espírito encarnado.
Em algumas pessoas, os laços materiais são ainda muito fortes, para que o espírito se desprenda das coisas terrenas. O nevoeiro que as envolve impede-lhes a visão do infinito. Eis por que não conseguem romper facilmente com os seus gostos e os seus hábitos, não compreendendo que possa haver nada melhor do que aquilo que possuem. A crença nos Espíritos é para elas um simples fato, que não modifica pouco ou nada as suas tendências instintivas. Numa palavra, não vêem mais do que um raio de luz, insuficiente para orientá-las e dar-lhes uma aspiração profunda, capaz de modificar-lhes as tendências. Apegam-se mais aos fenômenos do que à moral, que lhes parece banal e monótona. Pedem aos Espíritos que incessantemente as iniciem em novos mistérios, sem indagarem se tornaram dignas de penetrar os segredos do Criador. São, afinal, os espíritas imperfeitos, alguns dos quais estacionam no caminho ou se distanciam dos seus irmãos de crença, porque recuam ante a obrigação de se reformarem, ou porque preferem a companhia dos que participam das suas fraquezas ou das suas prevenções. Não obstante, a simples aceitação da doutrina em princípio é um primeiro passo, que lhes facilitará o segundo, numa outra existência.
Aquele que podemos,com razão, qualificar de verdadeiro e sincero espírita, encontra-se num grau superior de adiantamento moral. O Espírito já domina mais completamente a matéria e lhe dá uma percepção mais clara do futuro; os princípios da doutrina fazem vibrar-lhe as fibras, que nos outros permanecem mudas; numa palavra: foi tocado no coração, e por isso a sua fé é inabalável. Um é como o músico que se comove com os acordes; o outro, apenas ouve os sons. Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que faz para dominar suas más inclinações. Enquanto um se compraz no seu horizonte limitado, o outro, que compreende a existência de alguma coisa melhor, esforça-se para se libertar, e sempre o consegue, quando dispõe de uma vontade firme.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Lembranças Úteis

 

Não viva pedindo orientação espiritual, indefinidamente. Se você já possui duas semanas de conhecimento cristão, sabe, à saciedade, a que fazer.
*
Não gaste suas energias, tentando consertar os outros de qualquer modo. Quando consertamos a nós mesmos, reconhecemos que o mundo está administrado pela Sabedoria Divina e que a obrigação de cooperar invariavelmente para o bem é nosso dever primordial.
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Não acuse os Espíritos desencarnados sofredores, pelos seus fracassos na luta. Repare a ritmo da própria vida, examine a receita e a despesa, suas ações e reações, seus modos e atitudes, seus compromissos e determinações, e reconhecerá que você tem a situação que procura e colhe exatamente o que semeia.
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Não recorra sistematicamente aos amigos espirituais, quanto a comezinhos deveres que lhe competem no caminho comum. Eles são igualmente ocupados, enfrentam problemas maiores que os seus, detêm responsabilidades mais graves e imediatas, e você, nas lutas vulgares da Terra, não teria coragem do pedir ao professor generoso e benevolente que desempenhasse funções de ama-seca.
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Não espere a morte para solucionar as questões da vida, nem alegue enfermidade ou velhice para desistir de aprender, porque estamos excessivamente distantes do Céu. A sepultura não é uma cigana, cheia do promessas miraculosas, e sim uma porta mais larga do acesso a nossa própria consciência.
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Agenda Cristã. Ditado pelo Espírito André Luiz. 3 edição. Edição de Bolso. Rio de Janeiro, RJ: FEB. 1999.

* * * Estude Kardec * * *

domingo, 14 de agosto de 2011

PAI NOSSO


Jesus de Nazaré, durante os poucos anos em que emprestou Sua presença amiga aos sofredores e ignorantes da Terra, foi visto muitas vezes orando.

Um dia, um dos Apóstolos rogou a Ele, com desejo sincero de aprender: Mestre, ensina-nos a orar.

E Jesus, elevando o pensamento, ensinou a mais bela síntese de como se deve fazer uma prece, proferindo a oração dominical, mais conhecida como Pai nosso.

Considerando todos os demais ensinamentos do Cristo, podemos perceber em Sua oração mais que uma simples prece, mas um roteiro seguro do qual podemos extrair profundas lições.

Quando Ele diz Pai nosso, evoca o Criador com suprema humildade e submissão, como quem busca a proteção Divina de alma aberta. No entanto, será inútil dizer: Pai nosso, se meus atos me desmentem e meu coração está sempre fechado aos apelos do amor fraternal.

Quando Ele diz, que estais nos céus, reconhece a supremacia e a grandeza do Senhor do Universo, que a tudo governa com extrema sabedoria. Mas de nada valerá dizer: que estais nos céus, se meus olhos só percebem as coisas materiais e meus valores são bem terrenos.

Quando Jesus fala, santificado seja o vosso nome, demonstra o respeito e a veneração pelo Ser Supremo. Todavia, se só busco Deus por formalidade e O nego sistematicamente nos mínimos gestos, não adianta dizer: santificado seja o vosso nome.

Quando Jesus roga: venha a nós o vosso reino, Sua alma se abre para nos ensinar que o reino de Deus está dentro de cada um e que para encontrá-lo é preciso buscar com todas as forças.

Mas, se gasto a maior parte do meu tempo construindo um reinado de aparências e futilidades, será inútil dizer: venha a nós o vosso reino.

Quando Jesus profere as palavras: seja feita a vossa vontade, submete-Se fielmente ao Pai, confiante em Suas soberanas Leis. Entretanto, será inútil dizer seja feita a vossa vontade se, em verdade, o que eu quero mesmo é que todas as minhas vontades e os meus desejos mesquinhos se realizem.

Jesus pede: o pão nosso de cada dia nos dai hoje. Sua rogativa é de um filho agradecido, que reconhece a misericórdia e a providência Divinas. Mas direi em vão, o pão nosso de cada dia nos dai hoje, se nada faço para conquistar o pão que me dá o sustento ou, se o possuo em abundância e desprezo aqueles que padecem fome e frio.

Jesus fala: perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. Neste pedido ensina uma Lei simples e imutável que estabelece o perdão como condição básica para se ser perdoado.

No entanto, se injusto, gosto de oprimir os mais fracos, desprezo as mínimas regras de solidariedade, e guardo toda mágoa como um tesouro precioso, será inútil dizer: perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.

Ao rogar ao Pai: não nos deixeis cair em tentação, Jesus nos convida a buscar o amparo do Alto para as nossas intenções de autossuperação, de renovação íntima, de construção do homem novo.

Mas, de nada adiantará dizer: Não nos deixeis cair em tentação, se atendo os apelos íntimos dos instintos inferiores que teimam em comandar os meus atos, afastando-me do caminho do bem.

Jesus solicita ao Criador: livrai-nos do mal. Um ensinamento valioso para todos aqueles que buscam agir com retidão e desejo sincero de não se afastar das soberanas Leis de Deus.

Todavia, será inútil dizer: livrai-nos do mal...

Se por minha livre vontade busco os prazeres materiais, e tudo o que não é lícito me seduz.

E, por fim, será inútil dizer: amém ou, assim seja, se admito que sou assim e alego fraqueza para alterar meu mundo íntimo, nada fazendo para melhorar a minha condição espiritual.
* * *
Importante atentar para a grandeza dos ensinos do Sublime Galileu.

Atendendo a um simples pedido de um Apóstolo, Jesus legou à Humanidade um roteiro que poderá nos conduzir com segurança na escalada para a autorrealização.

Basta que procuremos seguir esse roteiro com disposição e coragem e, acima de tudo, com muita vontade.

Pensemos nisso.
Redação do Momento Espírita
Em 22.12.2010.